As equipas preparam o terreno removendo matos secos e resíduos combustíveis. Esta limpeza reduz o risco de incêndio e cria uma base segura para o facho.
Depois de limpos os espaços, são realizadas queimadas controladas para eliminar vegetação excedente. Estas acções protegem o espaço envolvente e asseguram uma articulação com a proteção civil local.
No Facho da Ladeira, os preparativos são um pouco diferentes. Este facho singular, que acontece no Caminho Real (Caminho das Voltinhas) é realizado na extensão deste caminho. Neste facho, centenas de fogueiras feitas com recurso a madeira adornam o íngreme trilho secular.
Um dos últimos trabalhos antes do acendimento, é precisamente a montagem do Facho. Seja a fixação das bolas às estruturas, na generalidade dos fachos, seja a montagem das fogueiras no Caminho das Voltinhas. Ultimam-se os preparativos.
Durante as semanas de preparação, o trabalho transforma-se em ponto de encontro e partilha. A tradição vive tanto nas mãos que constroem como nas histórias e risos que se partilham.
Após o acendimento, muitos participantes descem até ao mar para um mergulho. É um gesto simbólico de celebração e liberdade, que encerra a noite dos Fachos deixando nos grupos a sensação de dever cumprido.
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Feito e revisto com por António João Costa