O processo

Como funciona a inventariação dos Fachos?

A inventariação dos Fachos é um processo rigoroso, orientado pelas diretrizes da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

O nosso trabalho iniciou-se no fim de 2023, e procurou essencialmente, documentar e representar esta tradição. Procurámos explicitar e dar a conhecer a manifestação de forma fiel e completa.

Os “Fachos de Machico” já estão na plataforma do Património Cultural Imaterial ( N.º de inventário: PROC/0000000253 e consultável aqui ).

Porém, temos várias sugestões de aperfeiçoamento da DGPC – que fazem todo o sentido! 

Assim, temos desde já que aperfeiçoar o dossier submetido de forma a garantir que os Fachos são explicados em detalhe e de forma clara na sua profundidade histórica, social e comunitária: um trabalho que desdobra-se e desenvolve-se em etapas estruturadas e interligadas.

Junte-se a nós

Nesta fase são identificados e recolhidos todos os elementos essenciais da tradição, incluindo:

  • História e publicações dos Fachos e a sua evolução;
  • Descrições dos grupos e dos locais;
  • Métodos de construção, técnicas e materiais;
  • Significados simbólicos e comunitários da manifestação;
  • Testemunhos de participantes e antigos mestres – evolução da tradição;
  • Prospeção de registos fotográficos, vídeos e documentação histórica;

 

É também neste momento que se estabelece o primeiro contacto com todos os grupos e participantes envolvidos.

Toda a informação recolhida é organizada, analisada e tratada de forma estruturada, de forma a conseguirmos  segmentar as diferentes informações e consolidar clusters de informação, ora sobre a origem, ora sobre a transmissão, ora a respeito da caracterização da manifestação em si. Isto permite ter uma maior robustez documental, para servir de base para a redação do Dossier aperfeiçoado:

  • Fichas completas de cada grupo e de cada facho;
  • Descrições técnicas e etnográficas – de vários momentos temporais e de distintos grupos;
  • Registos visuais (fotografia e vídeo);
  • Memórias e narrativas pessoais;
  • Mapas, cronologias e documentos de apoio;

Esta fase assegura que a tradição dos Fachos fica devidamente registada, compreendida e documentada.

A inventariação do Património Cultural Imaterial exige participação activa da comunidade. Aliás, esta é o centro e o busilis de toda a inventariação e deve, sentir que todo o dossier de inventariação representa fielmente a manifestação com pretensão de inventariação.

Por isso, esta etapa inclui:

  • Sessões públicas de apresentação e discussão;
  • Recolha de contributos dos grupos, participantes e moradores;
  • Revisão dos conteúdos por quem integra e vive a tradição;

A comunidade é o centro dos Fachos, e por isso assume um papel fundamental na validação de todo o processo.

Após concluído e validado, o dossier final é submetido à tutela nacional e inclui:

  • A caracterização completa da tradição;
  • A participação e representatividade da comunidade;
  • Propostas de salvaguarda e continuidade;
  • Registos e documentação obrigatória;

A aprovação oficial integra os Fachos no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, garantindo o reconhecimento e proteção desta tradição única.